AMD anuncia o open source GPUOpen para competir com o GameWorks da NVIDIA


A AMD anunciou recentemente a plataforma de código aberto GPUOpen, o que mais parece ser a resposta da companhia ao GameWorks da concorrente NVIDIA. Com isso, a AMD pretende oferecer ferramentas, efeitos gráficos, bibliotecas e kits de desenvolvimento de software para todos que quiserem explorar todo o potencial dos hardwares da empresa.

De acordo com a AMD, o GPUOpen permitirá que os desenvolvedores de jogos criem mundos mais belos, complexos e imersivos, ao mesmo tempo em que facilitará a aplicação de motores paralelos dentro das GPUs modernas, aumento seu poder computacional. O mais interessante, no entanto, é o fato de que tudo isso será possível dentro de um sistema open source, que possibilita um desenvolvimento mais acelerado que o da rival, o GameWorks.

“Como uma continuação da estratégia que iniciamos com o Mantle, estamos dando ainda mais controle da GPU para os desenvolvedores”, afirmou a empresa, declarando que o objetivo é tornar a criação nos PCs algo tão fácil quando a nos consoles. Para isso, o plano da AMD é disponibilizar o GPUOpen a partir de janeiro do próximo ano por meio do site GitHub.

“Além de contar com elementos parecidos [com os do GameWorks] e os unir em um pacote, a AMD está indo um passo além e abrindo os funcionamentos internos do conjunto de registro da GPU”, afirma o especialista Jon Peddie.

E onde fica a plataforma Linux nisso tudo?

O Radeon Technologies Group, divisão da AMD responsável por produtos como as placas de vídeo dedicadas para desktops, as APUs e produtos semi-customizados, como é o caso dos chips que equipam o Xbox One e PlayStation 4, também esta trabalhando no driver AMDGPU para a plataforma Linux, que começou a ser introduzido a partir do Linux Kernel 4.2, o que deve tornar-se um padrão no sistema do pinguim.

A ideia é ter o suporte adequado para as funções básicas, em um driver de código aberto implementado no próprio kernel. Porém, quem desejar desempenho completo, terá que optar pela versão proprietária do driver de vídeo, provavelmente o recém lançado Crimson ou, para quem possuir uma GPU considerada antiga pela empresa, o Catalyst. Com tudo, vale ressaltar que o AMDGPU suporta apenas as GPUs Tonga, Carrizo, Iceland, Fiji e Stoney.


De acordo com o site Phoronix, obviamente, o GPUOpen não terá suporte apenas para o DirectX 11 e 12, mas também para as APIs gráficas open source e multiplataformas OpenGL e a futura Vulkan, que pode ser oficialmente lançada ainda este ano.

Infelizmente, ainda não há informações para afirmar quando uma nova versão do driver proprietário da AMD será lançado para a plataforma Linux que, ao menos, proporcione um desempenho semelhante ao que é oferecido hoje em dia pela NVIDIA. Agora, só resta esperar para saber qual será o próximo passo da AMD em relação aos seus driver para Linux.


FONTE: TecMundo | Softpedia | Phoronix

COMENTÁRIOS