Windows 10 vs Ubuntu 16.04: veja testes de desempenho com a API Vulkan em gráficos AMD


Recentemente, publicamos um artigo sobre alguns benchmarks em gráficos NVIDIA com a Vulkan com o Windows 10 versus Ubuntu 16.04, a próxima versão do sistema operacional da Canonical. Agora é a vez da AMD passar pelos testes de desempenho com o seu novo GPU-PRO (em fase beta), o driver da empresa com suporte à API Vulkan que roda sobre o open source AMDGPU.

Novamente, o site responsável pela proeza é o Phoronix. A configuração da máquina é a mesma utilizada nos testes anteriores envolvendo GPUs da NVIDIA: processador Intel Xeon E3-1280 v5 Skylake, placa mãe MSI C236A Workstation, 16GB de memória RAM DDR4-2133MHz e um SSD Samsung 850 de 120GB. O Radeon Software Crimson Edition 16.4.1 foi o software utilizado no Windows 10 Pro x64, enquanto o AMD GPU-PRO com suporte Vulkan, como mencionado no início do artigo, estava em jogo no Ubuntu 16.04 de 64-bits.

Como aconteceu com os testes anteriores, além de comparar o desempenho da API Vulkan com o jogo The Talos Principle no Ubuntu e Windows, também houve um extra envolvendo o DirectX 11 (Windows 10) vs OpenGL (Ubuntu 16.04). E, finalmente, foram utilizadas as placas de vídeo Radeon R9 285, R9 290 e R9 Fury.

De acordo com o site Phoronix, com os testes envolvendo a NVIDIA, os resultados do OpenGL eram mais contentivos em comparação com o DirectX 11, enquanto que com a AMD não é o caso com os seus drivers recentes sobre os sistemas operacionais concorrentes. O FPS do DirectX 11 em todas as placas de vídeo foram mais altos do que no Ubuntu com a novo GPU-PRO que, diferente do driver da concorrente, ainda está em sua versão inicial, como também não está totalmente otimizado, algo que pode ser corrigido com atualizações futuras.


Com a API Vulkan, os resultados foram mais competitivos, mas a API no Windows 10 acabou sendo ainda mais rápida. Contudo, o driver GPU-PRO no Ubuntu 16.04 conseguiu tirar mais proveito das GPUs com a Vulkan do que com o OpenGL.


O driver GPU-PRO ainda está em sua primeira versão beta, ou seja, ainda há muito caminho pela frente para que a AMD possa otimizá-lo, tempo suficiente para que o software esteja o mais próximo possível do que é encontrado hoje em dia no Windows. Certamente a empresa não vai querer cometer os mesmos erros do passado, como o Catalyst para Linux, uma prova disso é o AMDGPU, que já vem integrado no kernel Linux. Agora, só resta esperar e ver qual será o próximo passo do lado "vermelho" da força.


FONTE: Phoronix
IMAGENS: Phoronix

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