AMD revela seus novos processadores Ryzen com clock mínimo de 3.4GHz


A AMD revelou hoje, 13 de dezembro, durante seu evento especial em Austin (Texas) mais detalhes dos seus novos processadores Ryzen, baseados na nova microarquitetura Zen. Durante a apresentação, foi utilizado o modelo principal da nova linha de chips da empresa, que conta com 8 núcleos, 16 threads, frequência de 3,4 GHz (ou superior), memória cache de 20 MB (L2+L3), soquete AM4 e TDP de 95 watts.

Entre as novidades apresentadas pela empresa, está a otimização mais eficiente das frequências através do uso de sensores nas CPUs, possibilitando otimizações mais avançadas através da tecnologia SenseMI, permitindo maiores otimizações em performance e consumo. Outra funcionalidade importante é a capacidade de interpretar processos em execução e utilizar as informações gerados para "prever" futuras ações, alocando recursos de forma mais eficiente e, até mesmo, antecipando necessidades futuras de dados.

Ryzen examina dinamicamente o seu próprio uso de energia e faz ajustes em tempo real.

Para mostrar que tudo funciona também na pratica, a AMD realizou uma série de demonstrações em tempo real para apresentar as capacidades do seu novo processador, aproveitando a ocasião para mostrar que o seu chip é tão competente quanto um Intel Core i7-6900K, que conta com características similares.

Durante o evento, foram realizadas apresentações com o Ryzen rodando games de realidade virtual, jogos em 4K com detalhes no máximo (com a ajuda de uma NVIDIA TITAN X), renderização em tempo real e a execução de múltiplas tarefas (execução de jogos e streaming de alta definição). Sem falar que a AMD ainda demonstrou a CPU trabalhando com uma placa AMD Vega.

Segundo a AMD, suas últimas gerações de processadores tem cada vez mais enfatizado a eficiência.

Os processadores Ryzen terão frequência base mínima de 3.4GHz e possuem data marcada para chegar no início de 2017. Além disso, são compostos pelos Summit Ridge, modelos de até 8 núcleos sem gráficos integrados e voltados a alta performance, os Bristol Ridge, com gráficos integrados e até 4 núcleos, os Naples, voltados a servidores e os Raven Ridge, focados em notebooks e dispositivos mais compactos.

Durante todo o evento, a AMD não falou sobre o suporte para Linux e, apesar de usar softwares open source durante a apresentação, como o Blender e Handbrake, tudo era executado no Windows. Contudo, já existem alguns patchs relacionados com a nova microarquitetura Zen para serem implementados no próximo Linux Kernel 4.10.


FONTE: Adrenaline | Phoronix

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