Tripwire Interactive procura desenvolvedor que possa terminar a versão de Killing Floor 2 para Linux


O estúdio Tripwire Interactive deu uma pausa no desenvolvimento da versão para Linux de Killing Floor 2. De acordo com a empresa, embora um grande progresso já tenha sido feito para que o jogo possa rodar na plataforma Linux, ainda não foi possível encontrar um desenvolvedor ou, até mesmo, uma equipe de pessoas que possam "concluir o trabalho necessário para fazer um cliente" que funcione no sistema do pinguim.

"O principal gargalo vem de fazer o sistema de renderização que funcione (a parte chave do cliente), pois a engine agora funciona na plataforma (o servidor é a engine, isto é, sem o cliente, e os recursos de carregamento de assets não precisa renderizar/acionar). Durante o desenvolvimento de Killing Floor 2, foi escolhido o DirectX para reescrever o sistema de renderização. Isso, por sua vez, significa que muitas das soluções de portabilidade da Unreal que existe não se aplicam ao Killing Floor 2, já que todos assumem que o jogo está usando o pipeline de renderização padrão da Unreal 3.", diz o estúdio Tripwire Interactive.

"Até agora, os terceiros que temos falado não querem assumir a criação de um novo pipeline de renderização OpenGL a partir do zero (devido ao tempo e esforço envolvido) ou por terem citado um preço que o torna irrelevante (o custo versus o estimado de retorno não chega nem perto de fazer sentido com base nas vendas anteriores de Killing Floor 1 no Linux quando planejado para Killing Floor 2)."

"Se isso mudar, teremos o prazer de reabrir o desenvolvimento de um cliente para Linux, mas até esse ponto está em espera", concluiu o estúdio.

Killing Floor 1 levou um pouco mais de 3 anos para chegar no Linux

Se você estava ansioso para jogar Killing Floor 2 na sua distribuição Linux favorita, é melhor esquecer, pois isso pode nunca acontecer. Para você ter uma ideia, o primeiro jogo da série Killing Floor foi lançado no Windows em maio de 2009 e só foi anunciado para Linux no final de 2012, ou seja, um pouco mais de três anos após o lançamento inicial do game, quando a maioria dos jogadores já possuam o título em suas bibliotecas de jogos.

No entanto, mesmo sabendo disso, o estúdio usa como referência as vendas de Killing Floor 1 no Linux para decidir se vale a pena ou não investir na versão de Killing Floor 2 (lançado no Windows em novembro de 2016) para o sistema do pinguim.

Isso faz parte do problema com as versões de jogos para Linux que chegam atrasadas — os estúdios vão perder as vendas e então passarão a ver o Linux como uma plataforma que vende ainda menos do que o esperado.

As principais engines de games já podem facilitar todo o trabalho

Felizmente, com as principais engines de jogos do mercado agora oferecendo melhor suporte para o OpenGL (e com o suporte para a Vulkan melhorando gradualmente), isso é menos um problema para os jogos mais recentes, isto é, caso os desenvolvedores usem versões atualizadas dessas engines.

Outra boa notícia para nós jogadores Linux é que já existem muitos outros grandes jogos com uma temática semelhante a de Killing Floor 2 com suporte para Linux disponíveis no Steam.


FONTE: GamingOnLinux | Steam

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