O GNOME está removendo o suporte para executar aplicativos e arquivos executáveis do Nautilus


Depois de remover a capacidade de lidar com ícones na área de trabalho, o projeto GNOME decidiu que é hora de remover o suporte para executar binários e aplicativos diretamente do gerenciador de arquivos Nautilus. Para justificar a decisão, os desenvolvedores explicam que remover a capacidade de iniciar executáveis a partir do Nautilus deve ajudar com a segurança geral do ambiente gráfico.

"Agora que a área de trabalho desapareceu há muito tempo, lançar binários e arquivos .desktop do Nautilus não é tão útil. Não apenas isso, mas estamos caminhando para um sistema mais seguro e devemos usar o suporte padrão e amplo para o sistema nas escolhas dos usuários", diz Carlos Soriano, desenvolvedor no projeto GNOME.


O desenvolvedor também lembra que no ano passado, uma vulnerabilidade poderia permitir que um invasor executasse comandos arbitrários ao enganar o usuário para abrir um arquivo .desktop com permissões executáveis ​​como um documento. Os comandos podem ser executados sem aviso quando o usuário abrir o arquivo .desktop criado com códigos maliciosos.

O código para remover o suporte para executar aplicativos e arquivos binários ainda não foi implementado no gerenciador de arquivos Nautilus, mas tudo indica que será adicionado no próximo snapshot de desenvolvimento do ambiente gráfico, o GNOME 3.29.2, que deve ser lançado para testes públicos no dia 23 de maio. O GNOME 3.30 está previsto para ser lançado em 5 de setembro.


FONTE: Softpedia

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