Lançado o Flatpak 1.0 com várias melhorias significativas


Depois de estar em desenvolvimento por mais de três anos, foi finalmente lançada nesta segunda-feira (20) uma nova versão do Flatpak, a 1.0, que chega trazendo melhorias significativa no desempenho e estabilidade, uma série de correções e várias novas funcionalidades. Isso também significa que o formato de pacote universal é agora maduro o suficiente para ser implementado e usado em ambientes de produção na execução de aplicativos Linux.

"Muito trabalho foi dedicado ao Flatpak 1.0 e estamos confiantes de que ele está pronto para uso mais amplo. O objetivo do Flatpak sempre foi revolucionar o ecossistema Linux e este é um passo importante para isso", diz Alexander Larsson, principal desenvolvedor do Flatpak. "O Flatpak 1.0 é a nova versão padrão do Flatpak, e recomenda-se que as distribuições [Linux] sejam atualizadas o mais rápido possível."

Flatpak 1.0 é um marco importante

Flatpak é um formato de distribuição de aplicativos de código aberto e universal, permitindo que os desenvolvedores de software empacotem seus aplicativos para instalação em praticamente qualquer distribuição Linux existente. A tecnologia provou ser um grande sucesso entre os usuários de desktop Linux, fornecedores de distros Linux e desenvolvedores de aplicativos.

Diversos sistemas operacionais, como Linux Mint, Arch Linux e Fedora, já incluem a integração do Flatpak. Softwares conhecidos como o GIMP, Spotify, Skype, LibreOffice e Firefox já estão prontamente disponíveis como apps Flatpak, sem falar que o número de aplicativos disponíveis no Flathub, a loja de apps do Flatpak, continua a crescer.

Agora, com a chegada do Flatpak 1.0, a tecnologia mostra-se estar ainda mais pronta para ser amplamente adotada, capaz de lidar com as tensões e expectativas advindas de grandes implementações e uso contínuo.

As melhorias e novos recursos do Flatpak 1.0

Com a chegada da sua nova versão, o Flatpak agora é capaz de permitir que você aprove as permissões ao instalar um aplicativo. Além disso, se uma atualização para algum app estiver disponível para instalação, mas precisa de permissões extras, o Flatpak solicitará que você aprove ou negue a(s) solicitação(s) como e quando necessário.

Este é um bom controle para os usuários, permitindo estejam firmemente no controle do que os aplicativos que são instalados podem e não podem fazer. Seria ótimo ver o GNOME Software facilitar a revogação de permissões individualmente de aplicativos no formato Flatpak.

Além disso, os aplicativos Flatpak agora podem solicitar acesso a dispositivos Bluetooth. Entre outras melhorias presentes no no Flatpak 1.0, podemos citar instalação e atualizações mais rápidas, a plicativos podem ser marcados como estando no final da vida (EOL), ou seja, que não deve mais receber suporte oficial, a possibilidade dos aplicativos criarem sandboxes e reiniciarem a si mesmos após as atualizações e muito mais.

O marco também vê a estrutura de pacotes de aplicativos em área restrita, introduz uma API de transação para operações de instalação, atualização e desinstalação, o que facilita o gerenciamento de softwares gráficos que gerenciam aplicativos Flatpak, e inicia a definição de cabeçalhos HTTP sob medida quando os aplicativos são instalado, tornando mais fácil para os repositórios Flatpak processar as estatísticas de download.

Para mais detalhes sobre o Flatpak 1.0, não deixe de conferir o anúncio oficial, clicando aqui.


FONTE: OMG! Ubuntu!

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