Devs do Fedora demostram interesse em empacotar o Radeon Open Compute (ROCm)


Embora a pilha "Radeon Open Compute" (ROCm) já esteja a algum tempo totalmente open source e nos últimos meses conseguindo trabalhar bem com o kernel Linux, a sua adoção tem sido muito lenta, pois oficialmente a solução possui apenas binários criados pela AMD para versões do RHEL, CentOS e Ubuntu, mas não está disponível através dos repositórios oficiais das distribuições Linux. Felizmente, em 2019, isso pode finalmente estar mudando.

Nos mais recentes ciclos de desenvolvimento do kernel Linux, vimos a adição de melhorias no driver AMDKFD (Kernel Fusion Driver) para que ele esteja funcionando bem com os modelos mais novos de placas de vídeo discretas juntamente com os últimos lançamentos do ROCm. Anteriormente, o ROCm dependia de um módulo DKMS de terceiro para o kernel. Isso foi um bloqueador da adoção mais ampla e fácil desta solução, mas tudo mudou com os novos lançamentos do kernel Linux, que continuam trazendo melhorias para o AMDKFD.

Como não existem problemas de licença ou qualquer outra coisa que impeça o bom funcionamento da plataforma de computação de GPU da AMD com o kernel Linux, em 2019 espera-se que mais distribuições Linux empacotem os componentes do ROCm para uma instalação mais fácil, além de poder rodar ao lado do restante da pilha de drivers OpenGL e Vulkan para GPUs Radeon no Linux, como é o caso do Fedora, que pode estar trabalhando neste empacotamento em breve.

Acontece que o líder do Fedora, Matthew Miller, confirmou nesta quarta-feira (9) através deste tópico na página de discussões do projeto que conversou recentemente sobre o assunto com a AMD. A ideia desta discussão iniciada pelo desenvolvedor também é a de coletar o interesse no empacotamento do ROCm para a distribuição Linux.

O prazo final para envio de alterações é no final de janeiro. Se os empacotadores pretenderem oferecer o ROCm no lançamento do próximo Fedora 30, os trabalhos serão iniciados, caso contrário poderia também ser parte do Fedora 31.

Quem também poderia seguir por esse mesmo caminho e estar disponível diretamente dos repositórios de software das distribuições Linux é o driver OpenCL NEO, da Intel, conhecido como o próximo sucessor do Beignet.


FONTE: Phoronix
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