Valve lança o Proton 4.11 com suporte para o D9VK e melhorias no uso da CPU


A Valve lançou na última terça-feira (30) o Proton 4.11, que chega trazendo importantes melhorias e correções que prometem aprimorar ainda mais a experiência dos jogadores executando seus jogos com o Steam Play no Linux. Em primeiro lugar, o Proton agora é baseado no Wine 4.11, o que permite adicionar cerca de 3.300 aprimoramentos.

Outra novidade é que agora a empresa de Gabe Newell está financiando o desenvolvimento do D9VK, que permite rodar os jogos que faze uso do Direct3D 9 sobre a Vulkan e que também está incluso no Proton 4.11. Como a implementação ainda é considerada experimental, está desativada por padrão, mas pode ser ativada com a configuração PROTON_USE_D9VK (nas opções de inicialização do game no Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%).

Além disso, o DXVK, usado para executar os títulos que fazem uso do Direct3D 10/11 sobre a Vulkan, foi atualizado para a versão 1.3, adicionado o suporte para os mais recentes SDKs do OpenVR, o FAudio agora está disponível na versão 19.07, adicionada correção para redes nos jogos do GameMaker, implementadas melhorias para o gerenciamento de janelas e o comportamento do mouse e foi adicionada correção para o input lag do joystick e suporte a rumble em determinados jogos, especialmente games da engine Unity.

Para o melhor uso da CPU

Quando a Valve estava desenvolvendo o Proton, foram identificados vários problemas de desempenho com jogos multithreaded, o que fez com que a CodeWeavers trabalhasse no desenvolvimento do patchset "esync" para resolvê-los. Embora parecesse muito bem-sucedido, ainda assim alguns obstáculos foram encontrados com a implementação.

Então a Valve resolveu trabalhar em um substituto, chamado "fsync", que possa entregar "o que seria uma implementação ideal". Contudo, para funcionar, a novidade exige a adição de mudanças no Linux Kernel, que aparentemente já foram propostas aos mantenedores do kernel Linux. Mas isso não impede que, ao menos por enquanto, o usuário possa compilar seu próprio kernel com os patches que implementam a funcionalidade. Mais detalhes estão disponíveis neste tópico no Steam Community.

"Também estamos publicando patches de prova de conceito para o glibc para revisão e discussão upstream; esses patches expõem a funcionalidade do kernel correspondente como parte da biblioteca pthread. Acreditamos que se esse recurso (ou um equivalente) fosse adotado a montante, alcançaríamos ganhos de eficiência adotando-o em aplicativos nativos massivamente threaded, como o Steam e a engine Source 2", explica Pierre-Loup Griffais, da Valve, no anúncio oficial.

Por último, mas não menos importante, há outros trabalhos na redução da sobrecarga da CPU para jogos que fazem uso do multithread e diversos "módulos" do Wine agora são construídos como arquivos Windows PE em vez de bibliotecas do Linux. Eventualmente, isso ajudará alguns sistemas de DRM e anti-cheat à medida que o trabalho progride no futuro.


FONTE: GamingOnLinux | Proton/GitHub
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