A participação de mercado do Linux continua crescendo


Há muito tempo o Linux é descrito como rival do Windows, mas com a ressalva de que sua adoção estagnou mais ou menos a um nível que permitiu à Microsoft sempre ter certeza de que seu domínio no desktop sobreviveria a longo prazo. Em outras palavras, a base de instalação das distribuições Linux, especialmente no mercado consumidor, nunca melhorou em um ritmo que ameaçaria a posição de liderança do Windows no mercado de sistemas operacionais.

Contudo, enquanto muitos acreditam que o Windows foi, é e continuará sendo a escolha preferida de todos, as estatísticas mais recentes de participação de mercado mostram que o sistema operacional da Microsoft está lenta mas seguramente perdendo espaço no mundo dos PCs, enquanto o macOS, da Apple, ainda é considerado uma alternativa sólida, mas cara (da perspectiva de hardware) ao Windows. Com isso em mente, estaria 2020 gradualmente se tornando o ano do Linux?

Bom, parece que agora tudo está mudando, à medida que o Linux continua crescendo e nada parece impedi-lo de alcançar novos recordes de adoção nos próximos meses. Acontece que o fim do suporte oficial ao Windows 7, anunciado em janeiro deste ano, foi um grande ponto de virada para o Linux, pois alguns dos usuários cujos seus dispositivos foram deixados sem atualizações decidiram entrar em um mundo muito além do Windows para experimentar distribuições Linux como o Ubuntu, Linux Mint, elementary OS, Regata OS ou uma outra distro Linux que mais lhes fossem atraente.


Os dados fornecidos pelo NetMarketShare praticamente falam por si: o Linux começou o ano com uma participação de mercado de apenas 1,47% em janeiro, enquanto o Windows estava com nada menos que 88,14% dos computadores no primeiro mês de 2020. Em fevereiro, o sistema do pinguim aumentou para 1,81%, enquanto o Windows também registrou um pequeno salto para 88,21%, e acredita-se que ambos os sistemas operacionais tenham se beneficiado do final do suporte do Windows 7.

O Linux, no entanto, caiu massivamente para 1,36% em março, enquanto o Windows registrou um aumento importante para 89,21%, mas isso serviu apenas para que as coisas voltassem à tendência anterior em abril, quando o Linux saltou para 2,87%, com o sistema operacional da Microsoft caindo para 86,92%. O crescimento do Linux não parou por aqui. Em maio deste ano, o Linux atingiu 3,17%, com o Windows caindo ainda mais para 86,69%. E, finalmente, junho trouxe outro aumento de usuários do Linux, desta vez para 3,61%, enquanto o Windows estagnou em 86,69%.

Portanto, nos primeiros seis meses do ano, o Linux aumentou sua participação de mercado em até 2,14%, enquanto o Windows caiu 2,52% (a partir de seu pico em março). Obviamente, isso reduziu a diferença entre os dois sistemas operacionais e, se a mesma tendência for mantida, há uma boa chance do Linux se tornar a segunda plataforma de desktop mais popular, mais cedo ou mais tarde.

Contudo, não podemos deixar de afirmar que o Linux ainda tem um longo caminho a percorrer antes que possa ameaçar a supremacia do Windows no mundo dos computadores, mas todos esses números que continuam melhorando a cada mês são a prova viva de que mais e mais usuários consideram a alternativa que a Microsoft nunca desejou. Sim a empresa de Redmond ama o Linux, porém, no Azure.

Embora a Microsoft não tenha motivos para se preocupar a curto prazo, uma melhor participação no mercado do Linux não apenas mostra que mais usuários estão tentando sair do Windows, mas também que todo o ecossistema do Linux está crescendo. E isso envolve desenvolvedores e empresas, com o Linux se tornando o sistema operacional preferido para mais aplicativos e dispositivos que vem com ele já pré-instalado.

No final, além do suporte a jogos, algo que está sendo aprimorado dia após dia, basicamente não há razão para alguém no Windows se recusar a experimentar o Linux. Existem diferenças, é verdade, e encontrar alternativas para os aplicativos do Windows que você usou anteriormente leva algum tempo, mas no final, mais e mais usuários parecem descobrir que fazer a coisa toda vale totalmente a pena.


FONTE: Softpedia/Bogdan Popa
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