Vulkan:


No início do ano, o GitHub tinha mais de 2 mil projetos que faziam referência a Vulkan, o que já mostra que muitos desenvolvedores estão interessados na API gráfica de baixo nível, bem como se familiarizando com aquela que é a alternativa multiplataforma para a Metal e DirectX 12, da Apple e Microsoft respectivamente. Agora, a plataforma de hospedagem de código-fonte já passou a casa dos 2.500 projetos relacionados com a Vulkan.

No início do mês de setembro, relatamos que desenvolvedores de diferentes empresas interessadas na Vulkan, incluindo a NVIDIA, estavam trabalhando em uma nova extensão para a API gráfica para suportar o Transform Feedback, algo que deve ajudar a corrigir problemas de renderização em jogos, como The Witcher 3. Agora, o DXVK 0.90 chega com suporte para Stream Output do Direct3D 11 graças a nova extensão VK_EXT_transform_feedback.

Um desenvolvedor independente conhecido no GitHub como "jgbit" iniciou o projeto VUDA como um esforço para fornecer uma API inspirada no CUDA, das placas de vídeo GeForce, baseada na Vulkan. Essa biblioteca consiste em apenas cabeçalhos C++ para fornecer uma API de tempo de execução semelhante a solução da NVIDIA para que seja possível criar aplicativos acelerados por GPU, o que significa que pode ser compatível com todas as plataformas que possuem um compilador C++.

Os desenvolvedores do Wine já estão preparando o próximo lançamento do VKD3D, que permite rodar aplicações e jogos desenvolvidos com o Direct3D 12 sobre a Vulkan usando o Wine. Entre os destaques da próxima versão 1.1 da implementação, está finalmente o suporte para o MoltenVK, que por sua vez permite executar a Vulkan sobre a API Metal no iOS e macOS.

Se você é daqueles que gostam de conferir informações de desempenho dos jogos como, por exemplo, a quantidade de quadros por segundo (ou frames per second, FPS, em inglês), bem como a temperatura e o uso da CPU, saiba que Samuel Pitoiset, desenvolvedor da Valve, está trabalhando em um heads-up display (HUD) para o driver Vulkan (para GPUs AMD) "RADV", o que permitirá que você confira essas e outras informações úteis ao rodar games que fazem uso da API gráfica no Linux.

Levando em conta o lançamento das GPUs Turing, ainda não era certo se a NVIDIA forneceria o suporte para a Vulkan no mesmo dia para o RTX/ray-tracing com as placas de vídeo GeForce RTX ou se a novidade, por enquanto, estaria disponível apenas para o Direct3D 12 no Windows. Felizmente, como já foi relatado, o novo driver da empresa tem suporte ao Vulkan RTX. Além disso, a extensão VK_NVX_raytracing e outras atualizações da NVIDIA estão fazendo parte da nova versão da Vulkan, a 1.1.85.

Para aqueles que não estão muito ligados no assunto, o DXVK é um projeto que fornece uma implementação que permite rodar o D3D11 e D3D10 sobre a Vulkan no Wine. Também é parte do que faz com que o Steam Play (Proton), da Valve, funcione. Em termos simples, os jogos criados para rodar no Windows via DirectX podem ser executados com o DXVK/Proton, para que possam funcionar no Linux.

Desenvolvedores de diferentes empresas interessadas na Vulkan, incluindo a NVIDIA, estão trabalhando em uma nova extensão para dar suporte para o Transform Feedback, algo que deve ajudar a corrigir problemas de renderização em jogos, como The Witcher 3, sendo executados com, por exemplo, o DXVK e VKD3D, onde ambos fazem o mapeamento do Direct3D para a Vulkan.

O DXVK, famosa implementação que permite rodar jogos Direct3D 11 sobre a API Vulkan com o Wine, agora deve suportar também games desenvolvidos com o Direct3D 10. A abordagem usada é semelhante ao do projeto DXUP, pois trata-se de um wrapper em torno das interfaces do Direct3D 11. Este wrapper é suficiente para obter títulos D3D10 em execução, como é o cado de Crysis, Just Cause 2 e Assassin's Creed 1.

Embora o DXVK seja capaz de executar uma grande variedade de jogos Direct3D 11 sobre a Vulkan dentro do Wine, vários games exigem diferentes soluções alternativas de configuração para que funcionem corretamente ou para que possam ser executados com mais eficiência. Essas configurações agora estão sendo colocadas em um sistema de configuração personalizada por jogo.

Para aqueles que utilizam o DXVK para desfrutar de um melhor desempenho com os seus jogos Direct3D 11 no Wine, graças a esta camada de tradução do D3D11 para a Vulkan, o DXVK 0.64 está agora disponível como a atualização mais recente. Entre os destaques, podemos cita melhorias e correções relacionadas com o Direct3D 11.1, o que deve ajudar no melhor suporte para mais jogos.

No início deste mês, nós relatamos que um estúdio teve seu jogo rejeitado na App Store, da Apple, pelo fato do MoltenVK, uma implementação que permite executar a Vulkan sobre a API Metal no iOS e macOS, estar fazendo uso de uma API privada, isto é, até a sua mais recente atualização que, finalmente, resolveu o problema, permitindo que o game voltasse novamente para a loja de apps do iOS.

Agora o Wine pode fazer uso da API gráfica Vulkan no macOS por meio do MoltenVK, graças ao desenvolvedor Andrew Eikum, da CodeWeavers. A novidade deve permitir que os jogos do Windows tenho melhor desempenho com a Vulkan do que com o OpenGL, como já acontece no Linux, no sistema operacional da Apple, além de possibilitar, é claro, o uso do DXVK.

Recentemente, publicamos um artigo onde relatamos que um estúdio de jogos indie teve um de seus games para iOS rejeitado pela Apple por causa do uso do MoltenVK, que dependia de uma "non-public API". Agora, uma nova solicitação de implementação de novos patches foi anunciada para o MoltenVK, que pode ajudar a resolver o problema que impediu a entrada do game na App Store.

Se você anda acompanhando as últimas notícias do mundo Linux, já deve ter ouvido falar no MoltenVK, uma implementação da API de gráficos e computação Vulkan para macOS e iOS como uma resposta a decisão da Apple de não suportar a Vulkan em seus sistema operacionais. Entre os seus adeptos mais notáveis, está a Valve com Dota 2 no Mac, mas para quem deseja usar esse framework "Vulkan-to-Metal", parece que a Apple pode estar rejeitando a entrada no iOS de apps que tragam a solução.

Da mesma forma como aconteceu com o Ubuntu 17.10, os drivers da Vulkan para GPUs da AMD ou Intel não estão presentes por padrão no Ubuntu 18.04 LTS, mesmo que já tenha passado um pouco mais de dois anos desde a chegada da primeira versão da API gráfica e dos drivers open source ANV (Intel) e RADV (AMD) tenham amadurecido bastante durante todo este período.

O desempenho obtido com o RADV, o driver Vulkan criado pela comunidade para lidar com placas de vídeo da AMD no Linux, já se mostra ser muito bom em comparação com o desempenho do driver Vulkan proprietário da NVIDIA para o sistema do pinguim e, até mesmo, com o driver Vulkan do Radeon Software no Windows, especialmente quando se usa a versão de desenvolvimento do Mesa (Mesa Git).

A plataforma Linux já possui suporte para a Vulkan 1.1 com todas as principais fabricantes de GPUs do mercado. Não há apenas uma atualização de driver para a NVIDIA, mas esse lançamento da nova versão da API gráfica de baixo nível conta também com uma nova versão do driver de vídeo da AMD de código aberto AMDVLK e o driver ANV, da Intel. Felizmente, isso não é tudo: o driver open source RADV também conseguiu obter conformidade com a Vulkan 1.1.

Assim como a NVIDIA e a AMD, que atualizaram os seus drivers de vídeo para suporta a Vulkan 1.1, lançada pelo consórcio The Khronos Group nesta quarta-feira (07), a Intel anunciou hoje que 56 novos patches devem ser implementados no seu driver Vulkan open source para a plataforma Linux, chamado de "ANV", garantindo suporte também para a nova versão da API gráfica de baixo nível.

Assim como estamos acostumados a ver ao longo dos anos com as novas versões do OpenGL e agora com a Vulkan, a NVIDIA anunciou nesta quinta-feira (07) uma nova versão do seu driver de vídeo para a plataforma Linux para garantir suporte completo para a mais nova versão da API de baixo nível, a 1.1, que foi lançada hoje, confira nosso artigo de lançamento para todos os detalhes.