A Mozilla passará a bloquear o Flash no Firefox a partir do mês de agosto


A Mozilla anunciou na última quarta-feira (20) que passará a bloquear no seu navegador, o Firefox, conteúdos que fazem uso do Adobe Flash que não sejam considerados "essenciais para a experiência de usuário". Com isso, a fundação espera que o browser venha a oferecer uma maior segurança para os seus usuários, além de reduzir os travamentos relacionados ao plugin em cerca de 10%.

Ainda, segundo a fundação, a partir de 2017 um passo maior será tomado para livrar ainda mais o navegador do plugin da Adobe: passará a ser adotado a política de "clique para ativar". Com isso, o usuário deverá concordar previamente em utilizar o Flash antes de ver qualquer conteúdo. Além das vantagens citadas no início do artigo, há grandes expectativas de se obter maior autonomia da bateria, carregamento mais rápido das páginas e melhor capacidade de resposta browser.

"Ao longo dos últimos anos, o Firefox tem implementado as Web APIs para substituir funcionalidades que anteriormente foram fornecidas apenas por plugins. Isso inclui a reprodução de áudio/vídeo e capacidades de streaming, a integração da área de transferência, gráficos 2D e 3D acelerados, redes WebSocket e acesso a microfone/câmara. Como sites mudaram do Flash para outras tecnologias web, a taxa de acidentes com plugin no Firefox caiu significativamente", diz Benjamin Smedberg, da Mozilla, no anúncio oficial.

Como você pode ver na imagem abaixo, depois que o YouTube e o Facebook passaram a adotar o HTML5 como o padrão em seus vídeos, ao invés do Adobe Flash, o número de crashes que o Firefox vinha sofrendo por conta do plugin começou a cair consideravelmente:


A Mozilla está seguindo os mesmos passos de seus concorrentes, como Google, Microsoft e Apple, que já anunciaram seus planos para abandonar o suporte ao Flash. Contudo, apesar de, até mesmo, a Adobe praticamente pedir para que as pessoas parem de usar o seu software, infelizmente, ainda existem diversos sites que requerem o uso do plugin, fazendo com que uma morte rápida do Flash seja ainda mais complicado.


FONTE: The Verge | Mozilla

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