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Com a disponibilidade (limitada) atual da GeForce RTX 3070, foi lançado na última quinta-feira (29) o driver NVIDIA 455.38 para a plataforma Linux, que chega trazendo suporte para esta nova placa de vídeo com arquitetura Ampere, além de alguns novos recursos, como é o cado da compatibilidade com o recurso AMD SME (Secure Memory Encryption). Ter suporte ao AMD SME permite que o módulo de kernel do driver NVIDIA agora possa funcionar corretamente em sistemas AMD EPYC onde a criptografia de memória segura está habilitada. Isso corrige alguns problemas envolvendo dados de memória RAM criptografados com o módulo de kernel NVIDIA em versões anteriores com este recurso de segurança. Além disso, também há melhorias no suporte para o uso de monitores externos em notebooks com gráficos híbridos, correção para a API gráfica Vulkan e para uma regressão de desempenho que afetou alguns casos de uso de extensão X11 RENDER. Mais detalhes sobre o driver NVIDIA 455.38 para Linux você encontra no site oficial da NVIDIA. FONTE: Phoronix
Em meados de setembro de 2018, a AMD deu início a alguns trabalhos de otimização para o conjunto gráfico Mesa com foco especialmente nos processadores AMD Ryzen, principalmente para garantir um melhor manuseio do design de cache L3 de CPUs com arquitetura Zen. Agora, uma implementação reescrita disso chegou na versão de desenvolvimento do Mesa 20.3, juntamente com algumas outras melhorias.
Durante o evento virtual Open-Source Summit Europe, da Linux Foundation, houve um resumo de todo o trabalho já feito até agora para aprimorar o kernel Linux para suportar melhor as ferramentas Wine e Proton/Steam Play com foco especialmente nos jogos do Windows rodando no sistema do pinguim, com a Collabora aproveitando a ocasião para revelar os seus mais recentes esforços. A apresentação foi feita por um dos engenheiros da empresa de consultoria open source, Gabriel Krisman Bertazi, que falou sobre seu trabalho nos últimos anos em melhorar o kernel Linux para dar suporte às necessidades da Valve de rodar jogos do Windows no Linux com o Steam Play. A companhia tem sido um dos principais parceiros da Valve neste esforço junto com a CodeWeavers, além da Valve contratar vários outros desenvolvedores para aprimorar os drivers de vídeo open source para Linux. Durante a sua apresentação, o engenheiro falou um pouco mais sobre seus esforços no suporte a manipulação opcional de arquivo e diretório insensível a maiúsculas e minúsculas em sistemas de arquivos do Linux, melhorias de sincronização de thread que ainda estão em andamento com o "futex2" e seu foco mais recente em emulação de chamada de sistema ou a capacidade de redirecionamento de usuário syscall, que a empresa espera implementar no Linux Kernel 5.11, no próximo ano e que pode ajudar sistemas de DRM e anti-cheat dos games. Quem estiver curioso e quiser saber mais sobre esses tópicos pode ver este PDF da apresentação no Open-Source Summit Europe 2020. FONTE: Phoronix
Foi lançado no último final de semana o Wine 5.20, a mais recente versão de desenvolvimento do software que chega trazendo mais mudanças importantes para rodar melhor jogos e programas do Windows no Linux. Entre os destaques, está a continuidade nos trabalhos da implementação do provedor de criptografia DSS, correções para manipulação RichEdit sem janelas, suporte para retornos de chamada FLS, que ajuda a corrigir falhas do .NET CoreRT, e suporte para redimensionamento de janela no novo host do console.
Embora a Canonical ainda não tenha feito um anúncio "oficial", isto é, até o momento da escrita deste artigo, as imagens ISO do Ubuntu 20.10 "Groovy Gorilla" já estão disponíveis para download. Por não se tratar de uma LTS, a nova versão do sistema operacional contará com 9 meses de atualizações de segurança, correções críticas e atualizações de software selecionados pela própria Canonical, dona do Ubuntu.
Diferente dos lançamentos anteriores, onde o suporte para o Raspberry Pi estava limitado apenas a versões do Ubuntu sem interface gráfica, como as edições Core e Server, com o próximo Ubuntu 20.10 isso deve mudar, já que a nova versão do sistema operacional em sua variante para desktop contará com suporte oficial para o Raspberry Pi 4 nós modelos de  4 ou 8 GB de memória RAM.


A Microsoft anunciou na última terça-feira (20) a versão "preview" de seu navegador Edge para Linux, que já pode ser baixada através do canal "Dev" com pacotes nas versões RPM e DEB, permitindo que os usuários Linus possam experimentar o browser, além de facilitar o envio de feedback para aprimorar ainda mais a versão final do software para o sistema do pinguim.


A equipe de desenvolvedores da AMD trabalhando no kernel Linux parece estar a todo vapor. Além do suporte para as próximas Radeon RX 6000 RDNA 2/Big Navi, também há um esforço contínuo para aprimorar ainda mais o suporte do kernel Linux com GPUs Radeon mais antigas, incluindo aprimoramentos para os chips GCN 1.0/1.1 no driver de DRM (Direct Rendering Manager) AMDGPU e mais recentemente melhorias para GPUs Polaris.


Novas mudanças que permitem melhorar o consumo de energia já estão disponíveis e devem chegar com o próximo Linux Kernel 5.10, com alguns itens que valem a pena destacar, como é o caso de hibernação mais rápida, bem como correção no gerenciamento de energia para laptops com gráficos integrados (APU) e dedicado (dGPU) da AMD.


Em parceria com a CodeWeavers, a Valve lançou recentemente uma nova versão do Proton, a 5.13-1, para o Steam Play, recurso que permite rodar no Linux jogos da sua biblioteca do Steam que antes eram exclusivos apenas do Windows, como é o caso dos títulos Red Dead Redemption 2, Death Stranding e Horizon Zero Dawn, com esses dois últimos possuindo suporte apenas ao DirectX 12.


Foi lançado no último domingo (11) o Linux Kernel 5.9, que chega para trazer suporte para as mais recentes tecnologias de hardware, como é o caso do suporte inicial para as futuras placas de vídeo da AMD com arquitetura RDNA 2, as Radeon RX 6000, bem como suporte inicial para os gráficos Intel Rocket Lake, suporte para Zoned Namespace (ZNS) com NVMe e várias outras melhorias relacionadas com armazenamento.


Como parte de seus esforços para aprimorar ainda mais a plataforma Linux para os jogos, a Valve decidiu investir em um novo compilador de shaders mais focado em games, tendo como principal destaque a capacidade de acelerar ainda mais o processo de compilação de shaders, o que ajuda a reduzir os stuttering e as quedas de FPS. Por contar com drivers open source, a grande beneficiada foi a AMD, onde os donos de placas de vídeo Radeon já podem usar o ACO (AMD COmpiler) em distribuições Linux modernas.


Foi lançada nesta sexta-feira (9) mais uma nova versão de desenvolvimento do Wine, a 5.19, que já está disponível para os testadores de plantão e entusiastas que desejam contribuir com o próximo grande lançamento estável do software, que deve acontecer em algum momento no final deste ano ou no início de 2021, dependendo de como tudo acontecerá.

Os destaques do Wine 5.19 inclui atualização para a engine Wine Mono 5.1.1, que conta com suporte para formatação de texto WPF, biblioteca KERNEL32 convertida para PE, provedor criptográfico DSS (Digital Signature Standard), suporte a janelas no novo host do console e uma série de correções, sendo um total de 27 problemas corrigidos.

Entre os jogos que receberão correções, podemos citar Beach Life, The Sims Complete Collection, Risk II, Earth 2150, Need for Russia, World of Warcraft, Avencast: Rise of the Mage, 1971 Project Helios, Silent Hill 4, Mahjong Titans, Resident Evil HD Remaster, Resident Evil Zero HD Remaster, Warzone 2100, Fallout New Vegas e Sebastien Loeb Rally EVO.

Para mais detalhes técnicos, não deixe de conferir o anúncio oficial de lançamento, clicando aqui.


Foi lançada recentemente mais uma nova versão do editor de imagem gratuito GIMP, a 2.10.22, que é descrita como um lançamento focado especialmente nas correções de bugs, mas que também inclui uma série de novos recursos muito empolgantes, como é o caso do suporte para abrir e salvar arquivos de imagem AVIF (AV1 Image File Format).

Para aqueles que não estão muito familiarizados com o AVIF, trata-se de uma especificação de formato de arquivo para armazenar imagens ou sequências de imagens compactadas com AV1 no formato de arquivo HEIF. Ele concorre com HEIC, que usa o mesmo formato de contêiner, baseado em ISOBMFF, mas HEVC para compressão. A versão 1.0.0 da especificação AVIF foi finalizada em fevereiro de 2019. Já em agosto de 2020, o Google Chrome 85 foi lançado com suporte completo a AVIF.

Além disso, a nova versão do editor de imagem open source também conta com melhor suporte para o formato de arquivo .psp, usado pelo Paint Shop Pro. Isso inclui mostrar camadas rasterizadas de arquivos salvos em versões recentes, suporte para inteiros de 16 bits, tons de cinza e imagens indexadas, bem como conversão de modos de mesclagem PSP para modos de camada GIMP.

Também é possível exportar arquivos .tiff de várias camadas, com camadas cortadas para os limites da imagem, as novas exportações .bmp agora incluirão máscaras de cores (quando aplicável), há uma melhor detecção de imagens nos formatos .jpg e .webp e o editor agora possui a capacidade de importar e abrir arquivos .dds mesmo se eles tiverem sinalizadores de cabeçalho (header flags) inválidos.

Mais detalhes sobre o GIMP 2.10.22 você confere no anúncio de lançamento. O download pode ser feito a partir do site oficial do desenvolvedor.


FONTE: OMG! Ubuntu!


Com a chega do "PRIME Settings" no começo do ano passado, rodar aplicativos com a GPU dedicada (dGPU) do notebook no Regata OS ficou ainda mais fácil, com o usuário tendo apenas que lidar com uma interface bem intuitiva em vez de usar, por exemplo, o terminal todas as vezes em que desejasse executar um determinado software com a dGPU do seu laptop.

Oferecendo suporte inicialmente para notebooks com GPU dedicada AMD Radeon, com a capacidade de lidar também com dGPU GeForce chegando um pouco depois, graças ao trabalho feito pela NVIDIA para aprimorar o suporte de seu driver para Linux rodando em laptops com gráficos híbridos, o aplicativo contava apenas com uma lista predefinida de softwares que o usuário poderia gostar de executar com a dGPU.



Agora, com a última versão do PRIME Settings, já é possível adicionar aplicativos externos para executar com a dGPU, com o usuário precisando apenas saber a localização do arquivo ".desktop" do app. Em outras palavras, basta apenas criar um atalho para o programa desejado na área de trabalho (para facilitar a sua localização), por exemplo, e navegar até ele pelo PRIME Settings para adicioná-lo à lista de apps, com o atalho na área de trabalho podendo ser excluído posteriormente.

Uma outra forma de executar aplicativos com a GPU dedicada do laptop é clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone de algum app na área de trabalho e ir em Ações ⟶ Executar com a GPU dedicada.

Além disso, para aqueles que possuem notebook com GPU NVIDIA, mas que não querem fazer uso do suporte a gráficos híbridos, a versão mais recente do PRIME Settings também traz uma opção que permite escolher a dGPU NVIDIA para renderizar todo o desktop por padrão.

Para mais detalhes, não deixe de conferir o anúncio oficial, clicando aqui.


A última quinta-feira (8) foi, no mínimo, muito interessante para os amantes de hardware, com a AMD apresentando oficialmente seus novos processadores com microarquitetura Zen 3, ou seja, os AMD Ryzen 5000, que chegam com o pé na porta, especialmente quando o assunto são jogos. Mas, para os usuários Linux, isso não é tudo. Acontece que as distribuições Linux modernas já podem ser usadas com as mais novas CPUs da empresa.

Em versões anteriores do kernel Linux, pudemos ver a adição de novos IDs e outras mudanças relacionadas aos CPUs da "Family 19h", como a preparação para arquivos maiores de microcódigo. Além disso, como não há expectativa da chegada de novos chipsets específicos para poder usar os processadores Zen 3, não deve existir problemas no suporte ao Linux no dia do lançamento. Mas nem tudo está resolvido ainda.

"Santa temperatura e consumo de energia"

O suporte aprimorado para monitoramento de temperatura para os AMD Ryzen 5000 só deve chegar com o Linux Kernel 5.10, que não estará tão estável até o final do ano. Contudo, diferente do que aconteceu em lançamentos anteriores, onde a comunidade trabalhou no recurso só após a chega de CPUs no mercado, desta vez, a funcionalidade é uma contribuição por parte dos engenheiros da AMD.

Há também o conjunto de patches "RAPL PowerCap" para as CPUs Zen 3, que ainda não foram colocados na fila para serem implementados no kernel Linux para o suporte aprimorado de monitoramento e controle de energia. Mas, em termos de funcionalidade principal, tudo deve estar funcionando, com recursos envolvendo o consumo de energia e monitoramento de temperatura, novamente, atrasados para o Linux.

O suporte para compiladores deve melhorar no futuro

A única área ainda não abordada para suportar as novas CPUs Zen 3 está no lado dos compiladores. A AMD ainda não forneceu quaisquer patches públicos para proporcionar melhor suporte para os compiladores GCC ou LLVM Clang com seus novos processadores. Isso ainda não foi publicado, pois ao que parece a empresa ainda não quer revelar todas as suas novas extensões de conjunto de instruções, embora a Intel muitas vezes revele isso muitos meses ou anos antes de qualquer lançamento para garantir um bom suporte aos compiladores assim que suas CPUs cheguem no mercado.

O suporte aprimorado nos compiladores GCC ou LLVM Clang para os novos AMD Ryzen 5000 muito provavelmente não aparecerá até o GCC 11, que deve chegar em março ou abril, ou até o LLVM Clang 12, que também deve ter seu lançado próximo ao mês de março do próximo ano. Para você ter uma ideia do quanto isso pode demorar, o GCC 11 só estará disponível, por exemplo, a partir do Ubuntu 21.10, com lançamento marcado para outubro de 2021.

Contudo, isso não deve ser um problema para os jogadores Linux, bem como para a maiorias dos usuários de desktop Linux que geralmente não costumam compilar pacotes, com a maioria das distribuições Linux modernas e amigáveis ao usuário final já suprindo esta e outras necessidades que o usuário possa ter.


FONTE: Phoronix