Ubuntu começa a rodar em Mac com chip Apple M1 através do Parallels Desktop

Houve algum sucesso inicial ao colocar o Ubuntu em funcionamento no novo hardware Mac com o M1, o novo chip de arquitetura ARM da Apple, com o uso do Apple Hypervisor Framework, mas parece que uma experiência muito melhor está a caminho com uma futura versão do software de virtualização de hardware Parallels Desktop para Apple Silicon. Acontece que a Parallels iniciou esta semana o programa technical preview da versão mais recente do Parallels Desktop para os chips Apple M1 para rodar o Microsoft Windows a partir de Macs baseados em ARM. O Ubuntu também funcionou bem a partir dessa versão inicial do software, que é mais voltada para testadores. O desenvolvedor Matthias Klose, que trabalha no Debian/Ubuntu, compartilhou que com um Mac Mini e a versão de testes do Parallels Desktop 16 para Mac baseado em ARM, conseguiu instalar e rodar o Ubuntu Server 20.10. Contudo, ele destaca que ainda existem algumas limitações, como estar limitado ao usar apenas 8 GB de memória RAM dentro da máquina virtual, mesmo para sistemas com 16 GB, o IPV6 não funciona com uma rede com ponte e não há suporte para binários ARM32, mas pelo menos algumas dessas limitações podem ser resolvidas em breve. Além disso, para rodar a edição do Ubuntu para desktop será necessário adicionar o suporte de aceleração gráfica. "O Papai Noel me visitou mais cedo, trouxe um Mac Mini e a Parallels forneceu uma primeira amostra do Parallels Desktop para Mac M1 ontem. O tempo de construção e teste do gcc-10 leva 3:10h com oito núcleos (38h no LP, embora esteja usando quatro núcleos). Julian tinha um pequeno benchmark do apt build, que é 11,6 segundos no M1 (limitado a -j 8), 42 segundos em um Lenovo primeira geração X1e (6 núcleos, limitado a -j12) e 8,4 segundos em um Ryzen 3970x (limitado a -j 8)", explicou Matthias Klose. Para aqueles que desejam rodar suas distribuições Linux favoritas no Apple M1, a virtualização via Parallels Desktop provavelmente será a única solução de curto prazo. Embora haja esforços para fazer o Linux rodar no próprio hardware Apple M1, embora possa ser inicialmente bem-sucedido na inicialização de um kernel Linux e algum nível de suporte de hardware, há uma pequena probabilidade de ter uma experiência de desktop no curto prazo. Depois de inicializar o kernel Linux com algum nível de suporte de hardware, a maior dificuldade será ter que lidar com o hardware gráfico personalizado da Apple e os recursos significativos necessários para trazer uma nova pilha de drivers para o Apple M1 sem qualquer suporte ou documentação oficial por parte da empresa. Além disso, a engenharia reversa parece ser bem mais complicada do que em outros SoCs ARM, onde pelo menos geralmente há soluções de código fechado para Linux, dando tempo para o desenvolvimento de soluções open source. FONTE: Phoronix
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